7/19/2010

Real ou não, vivo-te


Ontem, senti um arrepio no corpo, não sei porque, não sei como… mas a noite quando chegai a casa, depois de ter falado com o meu Namorado «3, durante a noite a mãe disse-me algo, que parar mim, talvez faça sentido. Mas é só por mim, eu que acredito no destino, na existência de vida depois da morte, em todos os fenómenos sobrenaturais que não estão comprovados cientificamente… mas não preciso da ciência para explicar. Apenas de palavras, porque eu não sou escritora, não sei indicar versos, não faço rimas. Digo o que acho, o que concordo, o que discordo. Mas como estava a dizer, ontem a noite, enquanto estava a falar ao telemóvel com um amigo do meu Primo, ele veio ao assunto (o meu Primo). E depois de ter desligado a chamada, a minha mãe disse algo que me prendeu o coração. Talvez porque tenho essa ideia, ou porque quero acreditar que sim, pelo menos tentar. A minha mãe sempre se referiu a ele como um “anjo” sinceramente, concordo… ele tinha o destino e a missão dele, a mãe diz que se ele foi, é porque acabou a parte dele… mas ela disse-me algo muito forte… “talvez tu o tenhas vindo ajudar na missão dele, e estejas destinada para ser tão forte como ele foi” bem, não foi bem, bem por estas palavras, mas era isto que ela queria dizer… eu senti-o… eu reencontrei isso no meu íntimo. Durante tanto tempo quis acreditar que ele se tinha ido, mas prometi a mim mesma, seja qual fosse o meu destino, a minha missão, prometi a mim, e pedi ajuda a ele, que me indicasse o caminho para que pode-se acabar o que ele começo… o meu destino pode ate ser sofrer, ver os outros bem, não me preocupar comigo… mas pedi-lhe, que ele me indicasse o caminho dele, e que não me deixa-se lutar sozinha, numa luta que não é minha, mas que pela minha vida, pela vida que ele marcou, pela gente que aqui deixo, que se um dia pode-se ele dar-me um apoio forte para o meu destino, que seja ele a ajudar-me. Confio plenamente nele. Não é a morte que separa, mas a mentalidade das pessoas em não acreditar que pode existir, e que eu tenho quase certeza que existe. A mãe disse-me ainda que ele esteve lá, naquela festa, naquele momento… queria apenas saber, se estas comigo, com todos nos, para proteger, ou indicar o caminho correcto?! Mas tenho certeza, de que no dia que for, e de novo te encontrar, que estarei do teu lado, e dizer-te-ei tudo o que nunca disse pessoalmente, sei que o sabes, sei que o sentes, tu que eu tanto adorei, que tomei como pedestal, que por vezes achei que não agiste correcto, e que hoje, sabes tudo o que me vai pela mente. Sei que enquanto escrevo, enquanto nos ouviste falar, ficas-te talvez um pouco pensativo. Mas, tu sabes… sabes o que sinto, sabes tudo o que se passa em mim… por algum motivo, deixas-te de ser o Homem, para te tornar o Anjo… Adoro-te e isso nunca muda, porque é contigo que eu a escrever sinto a falta… o vazio… uma angústia que não é má, nem boa, é completa. Mas que aperta tão profundamente o peito.

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