Pressinto um fim próximo, um adeus sem piedade, uma malícia piedosa, e um mundo uniforme. Pressinto também, que um dia vai acabar, um dia tudo mudara, um dia não seremos mais os mesmos. Quero então, nessa altura, poder ser alguém que não sou hoje, ter a inocência de criança nas palavras, o leve toque do vento nas mãos, a maneira de pensar de um leão, e a vivencia de um idoso. Quero com isto, dizer, que eu hoje não estou bem, não me sinto capaz... eu erro muito... e neste momento o que não queria que acontecesse era que errasse contigo, pois foste tu, que me salvas-te muitas vezes nos momentos de aperto, e sei, que nunca me viste reagir daquela maneira, mas... já estava anestesiada. Sei que não tens culpa, e que levas-te com tudo... sei que a tua vontade não era esta, e que não te importas com o que os outros pensam... mas linda, desculpa... eu admiti, e admito! Sinto inveja tua, nunca senti esta coisa estranha que nos faz agir de uma maneira que é demasiadamente estúpida... peço-te perdão, não posso implorar a tua compreensão, mas vou implorar-te que nunca me deixes...
Amo-te Hannah Sangu’
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